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China rejeita alegações de EUA de militarizar Mar do Sul da China

Beijing, 25 mar (Xinhua) — A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, refutou nesta quinta-feira as alegações dos EUA de militarizar o Mar do Sul da China e minar o sistema internacional.

Em resposta ao discurso do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, na sede da OTAN em Bruxelas, na quarta-feira, Hua disse em uma coletiva de imprensa que rótulos como “militarizar o Mar do Sul da China” nunca devem ser fixados na China.

A China não foi a primeira a iniciar a construção ou implantar armamentos necessários no Mar do Sul da China, nem é a única a implantar o maior número de armas. Os Estados Unidos não podem usar a chamada militarização para privar a China do direito de defender seu próprio território, disse Hua.

Ela disse que são os Estados Unidos que realmente militarizaram a área e ameaçaram a liberdade de navegação, acrescentando que o país, a mais de 8.300 milhas do Mar do Sul da China, construiu várias bases militares com armas ofensivas ao redor da área, e frequentemente enviou porta-aviões e bombardeiros estratégicos ao longo do ano.

Em suas observações, Blinken disse que a China ameaça a segurança da OTAN, pedindo uma abordagem conjunta para contrariar a China, já que o país “está trabalhando para minar o sistema internacional” e os valores que os Estados Unidos e seus aliados compartilham.

“Há apenas um sistema no mundo, que é o sistema internacional com as Nações Unidas como núcleo. E há apenas um conjunto de regras, que são as normas básicas das relações internacionais baseadas nos princípios da Carta das Nações Unidas”, disse Hua.

Observando que os Estados Unidos se retiraram de vários tratados ao longo dos anos, Hua disse que agora o país exerceu a vara de sanções, e impôs sanções unilaterais e ilegais a outros países soberanos.

“O rótulo de ‘minar o sistema internacional’ pertence aos Estados Unidos”, disse Hua.

“Esperamos que os Estados Unidos entendam corretamente a si mesmos e aos outros, abandonem o jogo de soma zero e a mentalidade da Guerra Fria, aprendam a lidar com outros países com base na igualdade e no respeito mútuo e assumam as importantes responsabilidades das principais potências em prol da paz e desenvolvimento mundiais”, disse Hua.

Agência Xinhua

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